"Sempre gostei de poder reescrever sem ter que riscar.
É fácil passar borracha.
Meu coração é escrito à lápis. Apago nomes, escrevo outros, apago e reescrevo. Quantas vezes eu quiser.
Sempre achei que meu coração não falava comigo, que não me obedecia, que não me queria.
Quanta bobagem!
Na verdade eu escrevo sem perceber, e apago sem querer.
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